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Comunicação interna: como está o trâmite de informações na sua empresa?

O tipo de comunicação que mais desafia as empresas é aquela destinada ao público interno, cujas organizações julgam erroneamente ser a que mais conhecem. Chamada de Comunicação Interna, a ação é parte de um trabalho de Endomarketing que valoriza e aprimora as relações com seus funcionários. Em contrapartida, busca-se uma produção mais eficiente, a melhoria do atendimento aos clientes e o favorecimento do desenvolvimento do negócio como um todo.

No setor de Tecnologia da Informação, em constante desenvolvimento e aperfeiçoamento devido ao crescimento diário de novas plataformas, programas e aplicativos, a exigência por uma Comunicação Interna eficiente tem sido cada vez maior e chega na organização com o objetivo de inspirar um novo clima organizacional, mais produtivo e participativo.

Para Alex Bertoldi, consultor em gestão de pessoas, nesse setor, a qualidade da comunicação é um fator crítico pois as empresas possuem básica técnica e, desta forma, a troca de informações deve ser muito clara e constante. “Uma boa comunicação no ambiente interno facilita que talentos sejam evidenciados além de ajudar na resolução de problemas. O ganho é dos dois lados pois toda falha de comunicação resultará em perda de eficiência ou retrabalho, refletindo em desperdício de tempo”, esclarece.

Mesmo muitas vezes não tendo um departamento institucionalizado da área, uma empresa pode trabalhar a CI por meio de outros departamentos e até mesmo profissionais terceirizados, utilizando-se de diversos canais, a começar pelos próprios líderes que devem promover diálogos e gerar avaliações de desempenho com seus respectivos feedbacks. Desta forma, é de extrema importância que o trabalho envolva ou esteja alinhado com o setor de Recursos Humanos.

Os planos mais comuns na área de Comunicação nas empresas de TI envolvem a utilização de canais como intranet, TV´s Corporativas, informativos direcionados online e off-line, redes sociais corporativas, distribuição de monitores de TV pelos departamentos ou placas de comunicados em pontos estratégicos bem como campanhas sazonais que envolvam toda a equipe, diminuindo, desta forma, os ruídos da comunicação causados por boatos e informações truncadas. Devido à familiaridade com a tecnologia, nas empresas de TI, a intranet costuma ser a maior aposta das empresas, visto que o acesso interno a computadores, tablets e smartphones é massivo. No entanto, o consultor explica que diante da rapidez das informações, conteúdos referentes a assuntos internos de interesse geral devem ser atualizados periodicamente. “Importante também identificar o modelo de comunicação para cada tipo de negócio”, complementa Bertoldi.

A Consinco SA, fornecedora de software para o varejo, possui ações como intranet e rede social interna e trabalha na capacitação dos gestores para o papel diário de porta-vozes da empresa e de suas esquipes. “A eficiência da Comunicação não pode ser apenas medida por quantidade de campanhas ou publicações, mas também ‘percebida’ no ambiente organizacional pelo alinhamento de discurso e direção estratégica. Este trabalho é a espinha dorsal da estratégia organizacional, por isso a necessidade de um profissional que conheça o posicionamento estratégico da organização e seja capaz de ‘traduzi-lo’ para seus diversos públicos considerando a diversidade de interesses”, explica Nanci Erthal, gestora de Recursos Humanos da empresa.

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10 dicas para proteger os computadores da sua empresa

green-computer-1552038Qualquer empresa que não esteja devidamente preparada para possíveis ameaças externas em sua rede, pode sofrer consequências graves como perda de dados, vazamento de informações importantes e, até mesmo, sequestro de arquivos digitais. André Torrieri, Diretor Técnico da Heurys Tecnologia, empresa associada ao PISO e especializada em serviços gerenciados e segurança em TI, dá algumas dicas sobre como as organizações devem se prevenir de ataques.

1) Mantenha suas soluções de segurança sempre atualizadas

As soluções de segurança (Antivirus, Antispam, Antispyware, Firewall, entre outras) estão constantemente recebendo atualizações dos seus fabricantes para que possam responder de forma adequada e certeira às novas ameaças que surgem, por isso, é importante estarem sempre ‘rodando’ suas últimas versões;

 2) Sua Equipe de TI deve estar antenada

Quem vai tomar conta dessas soluções precisa saber com ‘o que’ está lidando, por isso, invista em treinamentos, workshops e Webinars para sua equipe de TI se manter também sempre a par dos novos problemas (que cá entre nós, aparecem todos os dias);

 3) Desative aplicações desnecessárias

Executar apenas softwares estritamente necessários ao Negócio da empresa é uma forma de diminuir sua janela de risco. Aplicações antigas que não estão sendo mais utilizadas também devem ser desligadas por completo. Restrinja o ‘campo de trabalho’ de um atacante;

 4) Cuidado com dados nas redes sociais

É muito comum os colaboradores publicarem conteúdo relativo ao seu ambiente de trabalho nas Redes Sociais e isso acaba entregando um volume de informações úteis a quem deseja atacar uma rede remota de computadores. Uma busca nas principais mídias (Facebook, Linkedin, Twitter, Instagram) pode revelar coisas de dentro da sua empresa que talvez nem você sabia;

 5) Informe-se sobre fornecedores de TI

Ao contratar um fornecedor de TI, verifique como ele trata a segurança da própria aplicação. Muitos fornecedores de tecnologias não estão preocupados se suas soluções tratam devidamente as questões de segurança. Falhas nos códigos escritos, portas de conexão abertas, não homologar sistemas operacionais mais recentes e senhas admin padrão, estão entre as principais brechas que uma nova solução de tecnologia pode trazer para dentro do ambiente;

 6) Tenha uma Rede Wifi isolada do ambiente corporativo

É cada vez mais comum os usuários pedirem para conectar seus celulares, tablets, etc, na WiFi da empresa. Dispositivos móveis particulares conectados na rede corporativa, da sigla em inglês BYOD (Bring Your Own Device), são um ponto de atenção nesse novo cenário de ameaças. Muitas vezes, essas redes sem fio não estão devidamente segmentadas no ambiente corporativo e isso acaba expondo toda a empresa a um dispositivo que possa estar infectado por um malware, ou mesmo invadido por um hacker.

 7) Implante uma Política de troca de senhas

Em algumas empresas ainda é comum encontrarmos cenários onde os usuários utilizam a mesma senha há vários anos. Além de serem as mesmas senhas desde sempre, são, normalmente, senhas fáceis. Uma política que obrigue todos os usuários a trocarem suas senhas com uma certa frequência (a cada 30 ou 40 dias, por exemplo) ajuda muito nesse controle de acesso.

 8) Garanta que seus backups/restores estejam funcionando

Pode parecer estranho esse item aparecer aqui, já que estamos falando de dicas de segurança, mas a verdade é que quando tudo mais der errado e o seu ambiente for comprometido de maneira irreversível, a única coisa a fazer é restaurar o backup. Por isso, é importante sempre fazer testes de restauração e garantir que os backups estejam funcionando corretamente e no momento que você mais precisar – e tomara que você não precise – eles irão te atender.

 9) Tenha uma empresa focada em Segurança para ajudá-lo

A mesma empresa que o ajuda a cuidar da sua infraestrutura de TI pode não estar preparada tecnicamente para lidar com o cenário de ameaças e invasões. É importante ter ajuda de uma empresa que tenha essa especialização e possa apoiá-lo nas decisões voltadas para Segurança, além de acompanhar o seu ambiente. Fazendo uma analogia, é a diferença entre buscar um Clínico Geral ou um Neurologista. O primeiro entende até certo ponto o seu problema, o segundo, entende por completo.

 10) Conscientize o seu Usuário de TI

De nada adianta tomar todas as precauções acima se o seu usuário de TI não está pronto para lidar com o problema. Ele precisa saber dos riscos de clicar em qualquer link que chega por e-mail, de repassar uma informação interna a um desconhecido, de abrir arquivos de origem duvidosa, entre outras coisas. Uma forma de fazer isso é através de palestras educativas que tratem o problema de forma leve e intuitiva.