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Desde 2008 o PISO vem oferecendo cursos gratuitos na área da Tecnologia da Informação (TI) direcionados à comunidade da macrorregião visando a capacitação de novos profissionais para atuarem nas empresas associadas.

Isso acontece como uma alternativa para driblar a escassez de mão-de-obra no setor que tem sido um dos principais problemas enfrentados pelas organizações que encontram cada vez menos novos profissionais com a capacitação exigida pelas empresas. “Neste cenário, os empresários estão arregaçando as mangas e cumprindo seu papel na formação complementar de suas próprias equipes”, explica a CEO do PISO, Andresa Cantolini.

Atualmente, são 38 empresas que se beneficiam com os treinamentos oferecidos pelo Polo, que acontecem no Centro de Capacitação Profissional da entidade, inaugurado em 2013 por meio de convênio celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e a Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde de Ribeirão Preto (FIPASE). Os cursos são ações da entidade em prol do desenvolvimento do setor. Em cada edição, são escolhidos 20 alunos após uma rígida seleção – todos entram com a promessa de ingressarem no mercado de trabalho ao término das aulas, o que foi cumprido em 100% até hoje.

Somente de 2016 até agosto de 2017 aconteceram seis treinamentos com 698 inscritos, sendo que 49% desse contingente saiu de FATECs e ETECs da região. Dentre os selecionados, já são 101 formandos que tiveram um contrato inicial de trabalho com as associadas que financiaram as aulas, desde então.

Apesar do mérito, as empresas investidoras  estão se sentindo sobrecarregadas com mais essa função em suas costas. “As empresas estão fazendo sua parte, porém, importante frisar que trata-se de uma grande responsabilidade para a iniciativa privada que tem que manter a roda empresarial girando. Apesar do apoio inicial do poder público na implantação do Centro de Capacitação, seguimos agora por conta própria nos treinamentos, sendo que as organizações utilizam recursos que poderiam estar sendo direcionados para inovação dentro de seus próprios setores de desenvolvimento”, enfatiza a CEO.

O custo de cada curso para as empresas patrocinadoras não é baixo: a média é de R$ 80 mil referente aos professores, materiais didáticos, laboratório, processo de seleção e bolsa-auxílio – cada aluno recebe R$ 400 por mês até o fim do curso para ajudar no deslocamento. “Não bastasse a carga tributária altíssima do setor e a necessidade de investimento constante em inovação, o custo assumido vem onerando sobremaneira as empresas”, lamenta-se Andresa. “Um das funções do PISO é justamente interagir com o poder público para que olhe com mais atenção para o setor de TI e esteja à frente de programas como esse. Enquanto não existe essa sensibilização, nós assumimos o leme”, complementa.

 

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