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Estamos no melhor momento para empreender?

Empreendedorismo é algo que move as pessoas a fazerem a diferença. Mas será que o momento é o mais propício para aqueles que querem se mover para empreender?

Vamos responder a essa pergunta fazendo uma análise histórica da nossa educação básica, da gestão empresarial e das tendências por grandes mudanças que estão acontecendo em nossos dias atuais, pois isso reflete diretamente na saúde das empresas atualmente e é solo fértil para o empreendedorismo e o intra-empreendedorismo (que é empreender dentro das empresas existentescom estratégias e posturas inovadoras).

Na educação, se olharmos uma fotografia de uma sala de aula do ano 1916 e outra de 2016, veremos que esses 100 anos não trouxeram muitas evoluções: o mesmo formato da sala, apenas um ensinando e muitos aprendendo, o ensino padronizado por idade, independente do perfil intelectual e comportamental do aluno, horários rígidos, programa da aula padrão por turma e não por aluno e o “passar de ano” prevalece em relação ao aprender.

O aspecto gestão empresarial não é muito diferente, pouco se evoluiu nas estruturas funcionais: organogramas, hierarquias e áreas departamentais; os processos de negócio: mesmo considerando as grandes ondas como TQM, a reengenharia (BPR) e o BPM tivemos maiores mudanças apenas nos últimos 30 anos. As pessoas: considerando que aproveitamos pouco dos talentos que temos a disposição (pois ainda não sabemos lidar com eles) ainda temos chefes mandando e não liderando em muitas organizações e estamos aquém de fazer gestão dos comportamentos. No aspecto economia fica ainda mais crítico pois em 1993 o Brasil tinha uma inflação de 2500% ao ano, a partir dessa época houve a abertura de mercado e iniciaram as privatizações. Os sistemas de Informações não são diferente: o primeiro computador foi criado há menos de 100 anos e o sistema de gestão evoluiu muito pouco nos últimos 20 anos.

Destoante a esses fatos, temos a história da comunicação: da origem da escrita 4000 anos a.c. à prensa de Guttenberg foram mais de 5000 anos; no século XIX tivemos uma grande evolução da transmissão a longa distância (satélites), rádio, TV, telefone e meios de transporte; no século XX dois dos principais marcos foram o computador em 1943 e a internet que foi um grande marco do século, sem dúvida. E o século XXI? Grandes inovações já aconteceram como os smartphones, a evolução e melhoramento dos meios de comunicação, nano tecnologia e tantas coisas que ainda virão. Por que algumas coisas evoluíram e outras não? Ameaça ou oportunidade? A discreta evolução na educação e gestão empresarial e a grande evolução nos meios de comunicação nos permite protagonizar grandes tendências.

E quais são essas tendências?

De acordo com a Global Trends, até o ano de 2030 teremos aumento na demanda de energia em 50%, de água em 40% e na demanda de alimentos em 35%.

A evolução dos dispositivos conectados na rede (internet), segundo a cisco mostrou que em 2009 o número de dispositivos conectados ultrapassou o número de habitantes, ou seja, mais de 6 bilhões de dispositivos conectados e a perspectiva para 2020 de dispositivos conectados passará de 50 bilhões, média de sete dispositivos para cada habitante.

Essas tendências estão mudando e mudarão ainda mais a nossa forma de fazer negócio e de nos relacionarmos, cada vez mais os produtos estão sendo substituídos pelas soluções e experiências, ou seja, se tivermos a possibilidade de uma soluçãosem um produto não precisaríamos deste produto, como por exemplo: furadeira ou furo? Geladeira ou bebida gelada? Carro ou locomoção? Ambulância ou atendimento rápido? Se focarmos no produto ambulância, nunca veremos uma solução em um drone que presta primeiros socorros em 2 minutos. Vivemos num mundo em que solucionar e experimentar prevalece o “ter”. Essa tendência se ratifica com a economia de compartilhamento que nos Estados Unidos tem projeção de atingir U$ 335 bilhões até 2025. Considerando apenas o compartilhamento de:

  • Moradias, como temos o exemplo do AIRBNB;
  • Veículos, com o foco na locomoção e não no carro, como temos os exemplos do Uber e Easy;
  • Empréstimos, com o P2P (peer-to-peer) Lending, que não estão concentrados nas grandes estruturas financeiras e sim na pulverizado de credores, exemplo do Biva;
  • Os serviços de tv, vídeo e streaming que vem substituindo as grandes estruturas de transmissão privada;
  • E o trabalho compartilhado on-line que cada vez mais exige resultado e menos cumprimento de estar em determinado local de tal hora a tal hora.

E tudo isso impacta diretamente nos negócios?

Vejamos, quem criou a primeira máquina fotográfica digital? Por mais surpreendente que possa parecer, foi a Kodak, líder da época em fotografias em filme. Por que a Kodak não foi líder mundial em fotografias digitais? E ao contrário: ela sucumbiu no mundo dos negócios.

Isso não é privilegio da Kodak, pois 89% das empresas da Fortune 500 do ano de 1995 não estavam mais na lista em 2014. O que isso quer dizer? As empresas têm dificuldades em lidar com rápidas mudanças se apegando a suas criações e seus produtos, o que impede de aproveitar grandes transformações e ainda não permite aproveitar grandes oportunidades.

Porém, o empreendedor, por outro lado, é muito mais rápido e flexível às mudanças. Se pegarmos poucos exemplos de grandes empreendedores no mercado atual, como Garrett Camp e Travis Kalanick criadores do UBber, Tales Gomes criador do Easy Taxi, que quebraram as barreiras de solução substituindo produtos e inovaram com o conceito do compartilhamento, podemos perceber que os empreendedores têm uma vantagem perante as grandes estruturas. Podemos citar vários outros exemplos como as grandes estruturas de arranha-céus, shoppings e o Alibaba.com que é o maior shopping do mundo sem nenhuma loja física, as estruturas de telefonia sendo substituída pelo WhatsApp e tantos outros exemplos.

Por último e não menos importante que nos ajuda a responder a pergunta do início é o ambiente fértil para os empreendedores. Antigamente o empreendedor não tinha muita oportunidade para empreender, ele precisava ter uma ideia, ter um capital, buscar um sócio e focava em uma grande indústria (produtos). Porém, hoje, com quase todas essas tendências, existem ambientes para os empreendedores: temos as incubadoras e as aceleradoras que apoiam a operacionalizam as grandes ideias, com pouquíssimo capital, grandes empresas investindo em ambiente propícios para inovar e empreender, exemplo do Cubo pelo Itaú e Oxigênio pela Porto Seguro e movimentos como o business transformation que fomenta a ideia de que o mundo está mudando não de forma gradativa e sim de forma disrupturante.

Assim, podemos concluir que a mistura do que pouco evoluiu com o que muito evoluiu é ruim para muitos (como as empresas que já faliram mais as que estão falindo no exato momento que você está lendo este post), porém é oportunidade para outros, como as startups que hoje são grandes empresas. Lembre-se, as grandes oportunidades só podem ser vistas por poucos. E claro a evolução da comunicação sem dúvida criou uma plataforma para tudo que ainda virá por aí.

Estamos no melhor momento para empreender?

Junte as sementes de suas ideias, entusiasmo e propósito com todo esse solo fértil para começar agora mesmo a ser protagonista do dia de amanhã.

 

Prof. Jaziel Pavine de Lima – jaziel@valorebrasil.com.br

Especialista em avaliação de empresas pela FUNDACE USP e FIPECAFI. Professor do curso de Valuation na pós graduação da Estácio, Unisescon e BI Internacional. Founder e diretor na Valore Brasil – Controladoria de Resultados.

Fonte: http://www.valorebrasil.com.br/

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Iniciativa privada assume capacitação dos novos profissionais de TI

Desde 2008 o PISO vem oferecendo cursos gratuitos na área da Tecnologia da Informação (TI) direcionados à comunidade da macrorregião visando a capacitação de novos profissionais para atuarem nas empresas associadas.

Isso acontece como uma alternativa para driblar a escassez de mão-de-obra no setor que tem sido um dos principais problemas enfrentados pelas organizações que encontram cada vez menos novos profissionais com a capacitação exigida pelas empresas. “Neste cenário, os empresários estão arregaçando as mangas e cumprindo seu papel na formação complementar de suas próprias equipes”, explica a CEO do PISO, Andresa Cantolini.

Atualmente, são 38 empresas que se beneficiam com os treinamentos oferecidos pelo Polo, que acontecem no Centro de Capacitação Profissional da entidade, inaugurado em 2013 por meio de convênio celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e a Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde de Ribeirão Preto (FIPASE). Os cursos são ações da entidade em prol do desenvolvimento do setor. Em cada edição, são escolhidos 20 alunos após uma rígida seleção – todos entram com a promessa de ingressarem no mercado de trabalho ao término das aulas, o que foi cumprido em 100% até hoje.

Somente de 2016 até agosto de 2017 aconteceram seis treinamentos com 698 inscritos, sendo que 49% desse contingente saiu de FATECs e ETECs da região. Dentre os selecionados, já são 101 formandos que tiveram um contrato inicial de trabalho com as associadas que financiaram as aulas, desde então.

Apesar do mérito, as empresas investidoras  estão se sentindo sobrecarregadas com mais essa função em suas costas. “As empresas estão fazendo sua parte, porém, importante frisar que trata-se de uma grande responsabilidade para a iniciativa privada que tem que manter a roda empresarial girando. Apesar do apoio inicial do poder público na implantação do Centro de Capacitação, seguimos agora por conta própria nos treinamentos, sendo que as organizações utilizam recursos que poderiam estar sendo direcionados para inovação dentro de seus próprios setores de desenvolvimento”, enfatiza a CEO.

O custo de cada curso para as empresas patrocinadoras não é baixo: a média é de R$ 80 mil referente aos professores, materiais didáticos, laboratório, processo de seleção e bolsa-auxílio – cada aluno recebe R$ 400 por mês até o fim do curso para ajudar no deslocamento. “Não bastasse a carga tributária altíssima do setor e a necessidade de investimento constante em inovação, o custo assumido vem onerando sobremaneira as empresas”, lamenta-se Andresa. “Um das funções do PISO é justamente interagir com o poder público para que olhe com mais atenção para o setor de TI e esteja à frente de programas como esse. Enquanto não existe essa sensibilização, nós assumimos o leme”, complementa.

 

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Saiba o que muda com a Lei da Terceirização

A Lei n.º 13.429/17, ou Lei da Terceirização, sancionada no último 31 de março, alterou alguns pontos do contrato de trabalho temporário e regulamentou o trabalho terceirizado, sendo possível agora haver a terceirização da atividade fim da empresa.

Diante disso, cabe aos empregadores do setor de TI tomarem conhecimento sobre este novo cenário e buscarem orientações jurídicas caso optem por essa possibilidade visto que na cadeia produtiva do ramo de tecnologia da informação, há diversos serviços especializados, os quais poderão ser terceirizados.

A advogada Mauricelia Jose Ferreira Hernandez acredita que, além da nova Lei não suprimir os direitos atuais do trabalhador diante da Justiça do Trabalho visto que se o prestador dos serviços não tiver meios para cumprir com as obrigações reconhecidas pela Justiça Trabalhista, o tomador será acionado, podendo ter seus ativos/patrimônio bloqueados, o empregador, ao se valer da terceirização, terá o benefício de garantir um foco maior na sua atuação perante o mercado e concorrentes, já que a administração da mão de obra ficará por conta do prestador dos serviços.

Saiba o que muda:

 

  • Antes da edição da lei, a orientação sobre a terceirização vinha da Súmula 331, do Tribunal Superior do Trabalho, prevendo a possibilidade de se terceirizar serviços de limpeza e vigilância, com proibição para atividades-fim da empresa.

 

  • É permitida também a chamada “quarteirização” de serviços, ou seja, a empresa contratada para prestar os serviços pode subcontratar outras empresas para prestá-lo. Porém, tem que estar prevista em contrato.

 

  • Não será permitida a contratação de uma empresa prestadora de serviços com objetivo social diverso da necessidade da tomadora.

 

  • É vedada à contratante a utilização dos trabalhadores em atividades distintas daquelas que foram objeto do contrato com a empresa prestadora de serviços.

 

  • Os serviços contratados poderão ser executados nas instalações físicas da empresa contratante ou em outro local, de comum acordo entre as partes.

 

  • Foram criadas algumas regras mínimas para que as empresas possam prestar serviços terceirizados, entre elas a necessidade de ter capital social compatível com o número de empregados.

 

  • Segurança e Medicina do Trabalho: É responsabilidade da contratante garantir as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato.

 

  • Benefícios: A contratante poderá estender ao trabalhador da empresa de prestação de serviços o mesmo atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências da contratante, ou local por ela designado.

 A advogada alerta para que as empresas analisem quais as atividades que se pretende terceirizar, sendo, de preferência, aquelas que não exijam uma ingerência direta da tomadora dos serviços sobre os empregados da prestadora de serviços, sob pena de configurar-se a subordinação, que é um dos requisitos da relação de emprego. “O tomador dos serviços deverá manter uma relação com um gestor da empresa de terceirização e não diretamente com os empregados desta”, afirma. Além disso, Mauricelia aponta que deverá haver uma outra discussão sobre essa possibilidade de terceirização pois, segundo ela, “a lei expressamente menciona ‘atividade fim’ ao tratar do contrato temporário, mas não quando trata da terceirização. Assim, penso que um pouco de cautela será necessária”, atesta.

Outra dica importante da advogada é que as empresas contratantes pesquisem a idoneidade da prestadora dos serviços, se a mesma possui os requisitos exigidos pela lei para a atuação e exijam certidões negativas de débitos e de ações trabalhistas, além de fiscalizar se a prestadora está efetuando o pagamento dos salários e os recolhimentos fiscais e previdenciários. “É necessário não confundir ‘intermediação de mão de obra’ com ‘terceirização’. A primeira, é permitida apenas no caso do contrato temporário, que possui requisitos específicos. Já na terceirização, a empresa tomadora contrata um serviço especializado da empresa prestadora, e não sua mão de obra”, concluiu a advogada.

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” PISO recebe palestra sobre recuperação de tributos na área de TI

Dr. Jamol explicou a necessidades das empresas de Tecnologia da Informação ingressem com medidas judiciais para preservar direitos

Dr. Jamol explicou a necessidades das empresas de Tecnologia da Informação ingressem com medidas judiciais para preservar direitos

O PISO recebeu na última quarta-feira, 18 de julho, a palestra “Atualidades na tributação das empresas de TI e oportunidades de recuperação de tributos”, ministrada pelo advogado Jamol Anderson Ferreira de Mello.

O evento abordou melhores práticas e enquadramentos tributários dentro da legalidade. Um dos pontos de destaque foi a possibilidade de exclusão do ISSQN da base de cálculo de PIS/COFINS e da base de cálculo da CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – Lei 12.546/2011): “Isso é reflexo da recente decisão do STF que possibilitou aos contribuintes a exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/COFINS”, explica Jamol, complementando que “entendeu o Supremo Tribunal Federal que não incide tributo calculado sobre tributo”.

Ainda, foram abordadas outras oportunidades de recuperação de tributos pagos indevidamente ou a maior pelas empresas de TI, como a contribuição social de 10% sobre o saldo de FGTS (incidente na dispensa sem justa causa de empregados) e os valores de ICMS pagos sobre TUST/TUSD e Contrato de Demanda nas contas de energia elétrica.

Durante o encontro, o advogado enfatizou a necessidade das empresas de TI terem mais atenção às oportunidades de recuperação de tributos: “É interessante que as empresas ingressem com medidas judiciais visando a preservação de seus direitos, pois aqueles que não o fizerem correm o risco de perderem parte do direito de restituição de indébitos tributários em razão de prescrição, que é de cinco anos a contar da data do pagamento”.

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Novo cenário de TI exige profissionais com aprendizados diferenciados

Vector Self Employment Concept In Flat Style

Profissionais de TI estão – e precisam estar – sempre em evolução dentro de seu próprio segmento, afinal, trata-se de uma área cujas inovações acontecem num piscar de olhos. Porém, não basta deter conhecimento somente sobre sua área de atuação. Um comportamento diferenciado com outros aprendizados torna-se fundamental para destacar-se no mercado de trabalho. Para uma organização, possuir profissionais antenados e com currículos multidisciplinares pode ser o diferencial com a concorrência.

Aqui vão algumas dicas tanto para os colaboradores investirem em si quanto para as empresas apostarem para capacitação no ambiente de trabalho:

  • Design Gráfico

O design está em tudo e é ferramenta de grande importância para o trabalho em TI. Um profissional da área deve ter o mínimo conhecimento em tipografia, criação de imagens, composição e cores. Buscar cursos que apresentem as tendências nesse setor é uma boa pedida.

  • Idiomas

Estudar inglês não é mais opcional. Além de boa parte dos livros de TI serem na língua inglesa, códigos e comandos usados nos trabalhos de TI são todos escritos em inglês. Um outro ponto importante é que as certificações mais importantes e de reconhecimento internacional são, em grande parte, elaboradas nessa língua. Um terceiro idioma, como o espanhol ou o mandarim, por exemplo, garante uma estrelinha ainda maior no currículo, afinal, conhecimento nunca é demais.

  • Segurança da Informação e Gestão de Riscos

Em um cenário repleto de notícias sobre invasões de sistemas corporativos em todo o planeta, é importante que um bom profissional conheça as técnicas mais recentes usadas para manter informações e sistemas seguros e colabore para colocá-las em prática no ambiente de trabalho.

  • Língua Portuguesa

O profissional pode ter um excelente conhecimento técnico, porém, na hora de se comunicar ou documentar algo, se o português deixa a desejar, é imprescindível correr atrás de cursos nessa área, sejam estes de literatura, gramática ou redação. Dominar nossa própria língua é fundamental e uma dica para aprimorar nosso português sem gastar é ler muito, seja romance, ficção ou autoajuda. Para as empresas, que tal a criação de uma biblioteca em uma área de convivência¿

  • Gestão e Negócios

As organizações exigem profissionais de TI com demasiada participação para delinear  estratégias de negócios. Obter uma visão ampla sobre o mercado garante ao profissional uma vantagem competitiva, possibilitando um melhor entendimento do mundo e de como norteará sua carreira para obter bons resultados para si e para a corporação em que trabalha.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação PISO

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PISO abre inscrições para processo seletivo de treinamento com bolsa

 Ao final do curso, empresas patrocinadoras poderão optar por absorver alunos para quadro de colaboradores

 O Polo Industrial de Software de Ribeirão Preto – PISO acaba de abrir as inscrições para mais um processo seletivo para o programa de formação de profissionais que serão encaminhados para atuarem em empresas de Tecnologia da Informação (TI) associadas à entidade.

O programa que terá início em julho englobará dois cursos na área de tecnologia a serem realizados no Centro de Capacitação Profissional do PISO e este modelo já inseriu no mercado de trabalho mais de 200 participantes. “Essa ação visa a captação de talentos, oferecendo subsídios para que os jovens participantes interessados adquiram conhecimento e desenvolvam habilidades e comportamentos fundamentais para uma carreira promissora. Em contrapartida, colabora com as empresas que possuem dificuldade em encontrar mão-de-obra qualificada no segmento de TI”, afirma Andresa Cantolini, diretora executiva do polo.

Para participar, é necessário que o jovem tenha mais de 18 anos e que esteja matriculado em cursos relacionados à área de TI com fundamentos em lógica de programação. O processo terá início com um curso de nivelamento técnico à distância, com videoaulas ao vivo e também gravadas sobre programação; na sequência, o aluno será submetido a uma prova presencial sobre os temas abordados. Os aprovados passarão, então, por testes comportamentais, vivências práticas e entrevistas. Os 20 candidatos que obtiverem os melhores desempenhos nesta primeira etapa iniciarão o treinamento especializado, presencial que começará em agosto de 2017, oferecendo uma bolsa de R$ 400 mensais enquanto durar o curso.

“O PISO é uma associação sem fins lucrativos que atua promovendo ações para auxiliar as empresas associadas a se desenvolverem tecnicamente e estrategicamente. Os Cursos de Formação Profissional são parte desse trabalho em prol do segmento e de toda sociedade”, complementa Flávio de Barros, diretor da entidade.

Para se inscrever, basta seguir as orientações contidas no link https://goo.gl/forms/yX6Q V8Asr7qlMGjw2. Para mais informações, leia edital abaixo. O período das inscrições acontece de  25∕05∕2017 a 20∕06∕2017. A taxa de inscrição é de R$ 25,00 para o treinamento e-learning.

 

EDITAL – PROCESSO SELETIVO PARA O PROGRAMA DE FORMAÇÃO

 O Polo Industrial de Software – PISO – é uma associação sem fins lucrativos que congrega as empresas produtoras de softwares de Ribeirão e região. O seu maior objetivo é promover ações para auxiliar as empresas se desenvolverem tecnicamente e estrategicamente

Desde sua fundação o Piso vem promovendo Cursos de Formação Profissional, pois entende que a formação de profissionais para o mercado de trabalho é fundamental para o desenvolvimento das empresas.

Esse programa conta com o apoio financeiro do SEPROSP – Sindicato das empresas de processamento de dados e serviços de informática do estado de São Paulo

O programa do Piso visa a captação de talentos, oferecendo oportunidades de aprendizado teórico e prático, em diversas situações e áreas. Dessa forma, o jovem adquire conhecimento, desenvolve habilidades e comportamentos fundamentais para sua carreira.

O aluno será acompanhado por um mentor, que é sempre um profissional de nível sênior, disponibilizado por uma das empesas do Piso, tornando possível a absorção de experiências e o entendimento de como essas pessoas tomam decisões em situações diversas. Todas essas experiências iniciam o processo que moldará o aluno para futuro.

Ao final do programa, os alunos poderão ser contratados mediante quantidade de vagas disponíveis na empresa e análise do seu desempenho no programa. É necessário que o aluno possua disponibilidade de oito horas diárias após conclusão do programa para efetivação do contrato de trabalho caso ela ocorra

O programa é composto pelas seguintes etapas: Avaliação técnica (curso e avaliação e-learning), Processo seletivo com avaliação comportamental, Treinamentos, Vivência prática e Análise de Desempenho, e Contratações.

O programa contemplará 02 (dois) cursos de formação profissional na área de programação

Inscrição

Para participar do programa você precisa se inscrever diretamente pelo Piso

  • Piso – Link Abaixo

https://goo.gl/forms/yX6QV8Asr7qlMGjw2

Período de inscrições 25∕05∕2017 a 20∕06∕2017

Taxa de inscrição: R$ 25,00 para o treinamento e-learning.

Depósito em conta corrente:

Banco Santander

Ag: 3966

C/C: 13000100-7

CNPJ: 09.304.033/0001-08

  • Enviar comprovante por e-mail piso@piso.org.br

Dúvidas: 16 3315-9912 ou 9903

 

Recrutamento: o perfil procurado

  • Jovens maiores de 18 anos
  • Alunos das FATECs e ETECs e Universidades de Ribeirão Preto e região, matriculados em cursos relacionadas à Tecnologia da Informação, com fundamentos em lógica de programação. Será necessário apresentação da declaração que comprove que o candidato está cursando. Os alunos das ETECs precisam estar cursando o terceiro ano e possuírem 18 anos.
  • Boa Comunicação
  • Flexibilidade
  • Vontade de Aprender
  • Responsável
  • Capaz de seguir normas e regras
  • Respeitar hierarquia
  • Ambição
  • O candidato deve estar fora do mercado de trabalho
O programa fornece bolsa?

Os candidatos selecionados para participação do programa, receberão uma bolsa no valor de R$400,00 (quatrocentos reais) enquanto durar o treinamento presencial. A bolsa será suspensa em caso de faltas sem justificativas, pois os alunos deverão apresentar 100% de presença no curso.

Seleção

O Processo de seleção será composto pelas etapas abaixo:

 

  • Curso e avaliação e-learning

Esse curso será a primeira seletiva, só passará para a segunda fase, o aluno que obtiver 75% de aproveitamento. A convocação para a próxima fase será realizada por contato telefônico ou e-mail.

Esse treinamento será realizado nas escolas parceiras e no Piso e deverá ser cumprido até final de junho.

As aulas e-learning acontecerão nas escolas parcerias e na sede do Piso

  • Aplicação de Testes Psicológicos – G36 + AC
  • Redação –Mínimo de 15 linhas.

A convocação para os testes psicológicos e redação será feita após a avaliação da prova e-learning

  • Entrevista com RH e Gestores das empresas participantes do programa

Última fase da seletiva e acontecerá após a avaliação dos testes psicológicos e redação

  • Após a conclusão das etapas acima serão convocados os vinte candidatos que tiveram o melhor desempenho.

 

 

Treinamento E-learning

O treinamento e-learning é composto por 56 horas sendo distribuídas da seguinte maneira

Parte 1 –

  • Aulas ao vivo (6 horas, sendo distribuídas em 3 sábados). As aulas ao vivo são pré agendadas
  • Aulas gravadas (6 horas, sendo distribuídas ao longo da semana). O aluno poderá assistir conforme disponibilidade

Parte 2 –

  • Estudos individuais
  • Execução das atividades
  • Dúvidas online – Tutoria

Parte 3 –

  • Exame presencial do conteúdo aplicado durante o treinamento (Local da prova: sede Piso no dia 24 de junho de 2017)

 

Equipamento necessário para o treinamento e-learning

 

BRIGATÓRIOS:

 

1.1. Conexão:

– Conexão com a internet, qualquer tipo de banda larga com no mínimo:

o 2MB dedicados para navegação, sendo 1MB para download e 512KB de

upload;

 

1.2. Hardwares:

– Desktops: Processador de 2.33GHz ou mais rápido;

– Netbooks: Processador de 1.6GHz ou mais rápido.

– Placa com 1GB de RAM ou superior;

– Espaço livre em disco de 400 MB;

– Memória gráfica de 512 MB ou superior;

– Resolução de tela de 1024 x 768 ou superior;

– Placa de som;

– Recomenda-se a utilização de caixas de som, fones de ouvido ou

headset para tornar a experiência mais produtiva.

 

1.3. Sistemas operacionais:

– Windows XP não é recomendado, porque não tem mais suporte da

Microsoft.

– Windows 7 (32 bit ou 64 bit);

– Windows 8 (64 bit);

– Windows Server 2008 ou 2012 (64 bit);

– Windows 10 (32 bit ou 64 bit)

 

1.4. Navergadores:

– Navegadores, qualquer um destes navegadores mais modernos:

– Mozilla Firefox 34 ou superior;

– Google Chrome 39 ou superior;

– Internet Explorer 11 ou superior;

– Microsoft Edge 12 ou superior;

 

Observação: Se não souber qual é o seu navegador, acesse este link e aguarde a análise:

http://www.whatbrowser.org/intl/pt-BR/

Caso você esteja utilizando a última versão atualizada dos navegadores, não deverá ter problemas, pois tudo funcionará normalmente.

 

 

 

  1. Para realizar as práticas propostas no curso online – (DESEJÁVEIS, não obrigatórios, mas muito importante realizar as práticas):

 

2.1. Hardware:

– 2 GB de RAM; 4 GB de RAM são recomendados (mínimo de 2,5 GB se executado em uma máquina virtual)

– Processador de 1,8 GHz ou mais rápido. Núcleo duplo ou superior recomendado

– Espaço em disco rígido: 1 GB a 40 GB, dependendo dos recursos instalados

– Placa de vídeo que dá suporte a uma resolução de exibição mínima de 720p (1280 por 720); o Visual Studio funciona melhor com uma resolução de WXGA (1366 por 768) ou superior

 

2.2. Sistemas Operacionais (é necessário ter um dos):                                           

– Windows 10 versão 1507 ou superior: Home, Professional, Education e Enterprise (não há suporte para LTSB)

– Windows Server 2016: Standard e Datacenter

– Windows 8.1 (com atualização 2919355): Basic, Professional e Enterprise

– Windows Server 2012 R2 (com atualização 2919355): Essentials, Standard, Datacenter

– Windows 7 SP1 (com as atualizações mais recentes do Windows): Home Premium, Professional, Enterprise, Ultimate

 

 

2.3. Softwares / Plataformas:

–  Visual Studio Community 2017. Pode ser baixado gratuitamente da internet pelo link: https://www.visualstudio.com/pt-br/thank-you-downloading-visual-studio/?sku=Community&rel=15

 

– .NET Framework 4.5 é necessário para instalar o Visual Studio. O Visual Studio requer o .NET Framework 4.6.1, que será instalado durante a instalação.

 

2.4. Considerações Gerais:

– O Windows 10 Enterprise LTSB Edition não tem suporte para o desenvolvimento. Você pode usar o Visual Studio 2017 para criar aplicativos que são executados no Windows 10 LTSB.

– O Internet Explorer 11 ou o Microsoft Edge é necessário para cenários relacionados à Internet. Alguns recursos podem não funcionar, a menos que estes, ou uma versão posterior, estejam instalados.

– Para obter suporte do emulador, são necessárias as edições do Windows 8.1 Pro ou Enterprise (x64). Também é necessário um processador que dá suporte a Hyper-V Cliente e conversão de endereços de segundo nível (SLAT).

– O desenvolvimento de aplicativos Universal do Windows, incluindo a criação, edição e depuração, requer o Windows 10. Windows Server 2016 e Windows Server 2012 R2 podem ser usados para compilar aplicativos Universal do Windows na linha de comando.

– Não há suporte para as opções Server Core e Interface de Servidor Mínima ao executar o Windows Server.

– A Integração do Office para Team Foundation Server 2017 requer o Office 2016, o Office 2013 ou o Office 2010.

– O Xamarin.Android requer uma edição de 64 bits do Windows e de 64 bits do JDK (Java Development Kit).

– O PowerShell 3.0 ou superior é necessário no Windows 7 SP1 para instalar o desenvolvimento móvel com cargas de trabalho do C++, JavaScript ou .NET.

 

Observação: O Visual Studio Community 2017 pode ser baixado gratuitamente da internet pelo link: https://www.visualstudio.com/pt-br/thank-you-downloading-visual-studio/?sku=Community&rel=15

 

 

Mesmo com todas essas dicas, ainda tenha problemas, utilize o Chat online.

 

Treinamento presencial

 

O treinamento presencial começará em agosto de 2017 com carga horária de 184 horas.

Os treinamentos serão certificados e acontecerão no PISO, no seguinte endereço: Avenida Nadir Aguiar Nº 1805, Ribeirão Preto – SP. Em caso de reprova nos treinamentos ou ausência de presença, o aluno perderá a bolsa e poderá perder a vaga no projeto.

Além do conteúdo técnico, será apresentado ao aluno palestras sobre carreira, ambiente organizacional de empresas de TI, e negócios.

As palestras possuem o objetivo de alinhar a expectativa do jovem frente ao mercado de trabalho e a realidade do atual mercado, como também demonstrar a amplitude do setor de tecnologia. As palestras acontecerão ao longo do treinamento.

 

Programa de Contratação

No final do treinamento as empresas patrocinadoras avaliarão a quantidade de vagas disponíveis e escolheram os alunos que mais se destacarem.

O modelo de contratação dependerá da política interna de cada empresa.

 

Cronograma

 

Descritivo Atividades Data
Divulgação Inscrições 25∕05 a 20∕06
Aulas ao vivo Aula 1 01∕07∕2017
Aula 2 08∕07∕2017
Aula 3 15∕07∕2017
Aulas gravadas Estudos individuais (aulas gravadas) 01 a 21∕07∕2017
Execução de atividades 01 a 21∕07∕2017
Tutoria – dúvidas online 01 a 21∕07∕2017
Exame de seleção Prova do conteúdo aprendido 22∕07∕2017
Processo seletivo Dinâmicas em grupo e entrevistas 24 a 28∕07∕2017
Comunicação aos aprovados Entrega da documentação 31 a 03∕08∕2017
Início do curso Início aulas presenciais 07∕08∕2017

 

Workshop Exclusivo para associados

Já estão abertas as inscrições para o Workshop de Formação Profissional que apresentará o Case da Consinco SA. O evento será realizado no próximo dia 30 de maio às 9h no PISO.

Devido a uma parceria com o PISO, a empresa ribeirão-pretana, líder em seu segmento, obteve uma economia de 200% no processo de seleção de profissionais de Tecnologia da Informação por meio de cursos de formação de trainees, realizados desde 2016. Atualmente, a desenvolvedora de software para varejistas conta com dezenas de funcionários efetivados por meio dessa ação conjunta com nossa entidade.

O evento é exclusivo para associados. Mais informações pelo (16) 3315-9912 | 3315-9903.

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PISO, FIPASE e Centro Paula Souza unidos em prol da capacitação

O Polo Industrial de Software de Ribeirão Preto – PISO juntamente com a Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde, a FIPASE, que gerencia o SUPERA Parque, acaba de fechar uma parceria com o Centro Paula Souza, autarquia do Governo do Estado de São Paulo que administra Escolas Técnicas (ETECs) e Faculdades Técnicas (Fatecs).

A ideia da união das três entidades nasceu do fato de desde 2014 elas já trabalharem juntas no recrutamento de alunos das escolas e faculdades. Com a formalização do convênio atual, multiplicarão as  oportunidades e muito mais estudantes de toda a região poderão participar de capacitações oferecidas pelo PISO e, desta forma, ingressarem ao mercado de Tecnologia da Informação, por meio das empresas associadas.

“Tudo começou com o objetivo de driblar a escassez de mão-de-obra no setor, mas esse é só começo de um projeto maior. Há quase três anos iniciamos uma parceria tímida que deu muito certo, tendo formado mais de uma centena de alunos que já estão construindo uma carreira depois de inseridos no mercado de trabalho. Agora, estamos caminhando para um trabalho cuja maior abrangência será de grande benefício para os estudantes, o Mercado de TI e para a sociedade como um todo”, afirma Andresa Cantolini, diretora executiva do Polo.

Segundo Dalton Siqueira Pitta Marques, gerente de desenvolvimento do SUPERA, a ideia de formalização vem do fato de que a parceria já seguia em prol do desenvolvimento dos dois APLs de Ribeirão Preto, o de Software e o da Saúde. “O setor empresarial, com a participação da Fipase, ajudou na definição dos cursos a serem implantados na Fatec Ribeirão Preto. Isso mostra, também, como o Centro Paula Souza preocupa-se com que seus cursos estejam alinhados às necessidades do mercado de trabalho”, aponta.

Dalton explica ainda que um outro fator que motivou a parceria foi a constatação de que quase a totalidade das pessoas que passavam por formação no Centro de Capacitação Profissional em Software, mantido pelo PISO, era proveniente de Fatecs e Etecs da região. “Ao mesmo tempo, nós, do Supera Parque, vislumbramos o potencial de inovação existente dentro das Fatecs e Etecs. Fomentar, junto com o Centro Paula Souza, o empreendedorismo nesses ambientes pode resultar em projetos que levem novas tecnologias à sociedade e, até, quem sabe, futuramente tornem-se empresas residentes no Supera Parque”.

 

*Na imagem: José Roberto Garbin, diretor da Fatec RP, Antônio Adilton Carneiro, presidente do SUPERA e Flávio de Barros, presidente do PISO.

 

 

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Quais as diferenças entre as gerações X, Y e Z e como administrar os conflitos?

Comparar gerações é muito difícil se pensarmos que antigamente as gerações eram formadas a cada 25 anos, entretanto nos dias de hoje um quarto de século é praticamente um século. As coisas, as relações familiares, de trabalho, etc. mudam cada vez mais rápido. O que não ocorre, no entanto, é a mudança, na mesma velocidade, da mentalidade dos colegas de trabalho.

Consoante a isso, especialistas apontam que a criação de novas classes genealógicas estão surgindo a cada 10 anos. Estas novas classes implicam diretamente na forma de como as novas pessoas agem e consomem produtos e serviços. Estes reflexos impactam diretamente nas empresas, mas não só em vendas, a troca de experiências no ambiente de trabalho entre as gerações, onde os mais velhos apreendem com os mais novos (ou se recusam e geram conflito no escritório), o gerenciamento de conflitos e resolução de problemas hoje é feito em períodos cada vez menores, muito pelo fato dos jovens resolverem mais rapidamente e sempre procurarem a forma mais fácil de ser feita.

Mas o que esperar para o futuro? Como as gerações vão continuar coexistindo e como vão reagir às novas gerações que surgirão? Quais serão as características que essas gerações irão trazer e quais os conflitos que irão vir com elas?

O avanço tecnológico destas três gerações certamente não será o mesmo as próximas que estão por vir. Com a tecnologia vivendo momentos de crescimento exponencial, não podemos prever o que virá. Cientistas afirmam que em 2045 será o ano em que as máquinas terão capacidades próprias, o que especialistas chamam de “singularidade das máquinas”, onde as máquinas poderão fazer as coisas sozinhas, muito melhor e mais rapidamente que qualquer outro ser humano.

Enfim, tentaremos nesse artigo mostrar as características de cada geração, seus conflitos, como afetam o ambiente de trabalho e o que os gestores estão praticando hoje em dia para amenizar estas rusgas.

Geração X

O termo Geração X – criado por Robert Capa, em 1950 – é utilizado para rotular as pessoas nascidas após o chamado “Baby Boom” (década de 20 ~ década de 40), que foi um aumento importante na taxa de natalidade dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Essa geração inclui aqueles que nasceram no início de 1960 até o final dos anos 70. Por vezes são incluídos também os nascidos até 1982.

Nas palavras do escritor norte-americano John Ulrich, contemporâneo dos Baby Boomers e da geração X, este último grupo sempre foi considerada como um grupo de pessoas jovens, sem identidade aparente, que enfrentariam um mal incerto, sem definição, um futuro hostil. Um futuro pós-guerra, um tempo de incertezas e de guerra fria, de polarização entre o bem e o mal, entre Estados Unidos da América e União Soviética.

Acontece que a geração X cresceu, passou pela fase hippie, teve ideais, esqueceu-se dos mesmos e foi fazer carreira no mercado. Viu surgir computador pessoal, a internet, o celular, a impressora, o e-mail, etc. e viu seu mundo mudar muito. Grande parte da Geração X chegou aos 30, 40 anos e descobriu que para juntar meio milhão e dar entrada, com sorte, num apartamento modesto que irá pagar até seus 60 anos, o caminho é longo e o preço é alto, bem alto, às vezes impagável. À sua volta os filhos crescem, os pais morrem, os sonhos envelhecem e as férias exóticas para a Finlândia, Marrocos ou Jamaica nunca são tiradas.

Hoje, é cada vez mais comum ver estes profissionais “Chutando o balde”, pela internet, inclusive, há vários blogs e canais do YouTube de profissionais até então bem sucedidos, com cargos muito bem remunerados e carreiras consolidados, de mais de 10 anos, em uma grande multinacional que largam tudo para pintar quadros, estudar fotografia, gastronomia, etc. aquilo que os fazem felizes.

Geração Y

Compreendendo aqueles que nasceram em fins dos anos 70 e início dos anos 90, a geração Y, representava, em 2012, cerca de 20% da população global, segundo Afonso Borges, em seu livro “Social Target”.

Foi a geração que desenvolveu-se em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. As crianças da geração Y cresceram tendo o que muitos de seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores, vários tipos de jogos, e muito mais. Se a geração X viu nascer a internet e a tecnologia, a geração Y já nasceu quando as mesmas estavam plenamente desenvolvidas, cresceram e internalizaram as mesmas desde pequenos.

Segundo pesquisadores que estudam as gerações, a geração Y cresceu rodeada de facilidades oferecidas por seus pais, que obviamente queriam dar uma vida melhor do que aquela que tiveram, para seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e por isso lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam maiores desafios e crescimento profissional.

Para alguém da geração X, como seus pais, por exemplo, esta ambição pode ser considerada um ato que demonstra total desinteresse e incerteza no futuro.

Se você é da geração Y, cresceu num mundo digital e está, desde sempre, familiarizado com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal, pertence a um grupo de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de compra. Você faz parte da primeira geração verdadeiramente globalizada, que cresceu com a tecnologia e a usa desde a primeira infância. A Internet é, para você, uma necessidade essencial – afinal, responda-me: Quanto tempo consegue ficar sem ela sem sofrer com a abstinência? – e com base no seu acesso facilitado, desenvolveu uma grande capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância. A tecnologia e os dispositivos móveis permitiram a comunicação entre si como nenhuma outra geração o tinha feito anteriormente, permitindo partilhar experiências, trocar impressões, comparar, aconselhar e criar e divulgar conteúdos, que são o fundamento das redes sociais. Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

Jovens desta geração têm como hábito ser tão multitarefa quanto seu smartphone, podendo, ao mesmo tempo trabalhar em mais de 1 projeto, responder e-mails, acompanhar as notícias através de algum site, conversar com os colegas de trabalho, conversar com os amigos online, ouvir música e dar atenção às redes sociais. Agora imagine explicar isso àquele gestor jubilado da repartição…

Geração Z

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Essa geração, que compreende os nascidos entre o fim de 1992 a 2010, está ligada intimamente à expansão exponencial da internet e dos aparelhos tecnológicos. As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem “nativas digitais”, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, com o compartilhamento de arquivos, com os smartphones, tablets, e o melhor de tudo: Sempre conectadas.

Se pensarmos um pouco, vamos perceber que integrantes desta geração nunca viram o mundo sem computador. Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.

Os maiores problemas dessa geração são relacionados à interação social. Paradoxalmente, por estarem tão conectados virtualmente, muitos deles sofrem com a falta de intimidade com a comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas com as outras gerações. Segundo alguns analistas, essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.

A Geração Z é um tanto quanto desconfiada quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais, a maioria já não acredita mais em fazer uma só coisa para o resto da vida ou passar sua vida profissional inteira em uma só empresa. Muitos da geração Z, inclusive, trabalham de casa, é o chamado Home Office, seja em um emprego formal em uma empresa liberal ou informalmente, ganhando dinheiro com blogs, mídia, venda de anúncios YouTube, publicidade, etc. Segundo especialistas, poderá haver uma “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020 justamente por isso.

Enfim, essa geração tem um grande problema, segundo as demais: É a geração mais fechada de todas, onde cada um está sempre fechado em seu mundo e isolado através de fones de ouvido (seja em ônibus, universidades, em casa, no ambiente de trabalho…). São os que escutam pouco e falam menos ainda. Pelos demais eles podem ser definidos como a geração que tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das vezes. Para os mais antigos pode parecer que houve uma mecanização do “pessoal do escritório”.

Problemas

Os principais conflitos pelos conflitos das gerações são motivados pelas características tão diferentes entre si.

No ambiente de trabalho, por exemplo, é mais comum ter como gestor um funcionário da geração X, com vários anos de empresa e que já incorporou totalmente os valores e visão da mesma. Ele está no mesmo emprego desde que saiu da faculdade e se um dia perder aquele trabalho, por qualquer motivo que for, sentir-se-á sem rumo.

Este funcionário precisa gerir ao mesmo tempo seu analista (geração Y) que chegou formado há pouco tempo, cheio de novidades, ideias, multiplataforma e também o estagiário (geração Z), ainda na faculdade, introvertido, que só se manifesta quando formalmente convidado para tal e por tudo isso considerado desinteressado.

Como negar que vá haver conflitos nesse ambiente de trabalho? Ele é inevitável. Em uma apresentação de ideias, talvez  o gestor não vá entender todas as tecnologias utilizadas pelos demais, talvez o uso do celular, indispensável para a ocasião, não seja bem visto por ele. Para os demais, mais novos, por muitas vezes uma reunião física é perda de tempo, contraproducente em tempos de Skype e vídeo-conferências.

O surto de criatividade das gerações mais recentes, embora sempre produtivo e enriquecedor poderá ocasionar perda de produtividade se não focado, bem como, as ideias do gestor, por melhores que sejam, podem não ser bem aproveitadas, ou aproveitadas ao máximo, se ele ignorar que há uma tecnologia que facilita o que ele está propondo e se recusar a conhece-la.

Agora imagina outra situação: Sua empresa é liberal e aposta em novos talentos. Por causa disto contratou um novo gerente de repartição de 25 anos, recém formado e cheio de novas ideias. Bom, entre os novos comandados deste gerente estão, entre outros, aquele “exemplar” da geração X que tem de empresa mais tempo que o seu novo chefe tem de idade. Como fazer ele aceitar as novas ordens? Como fazer se adaptar às novas ideias que chegam com ele? As novas tecnologias, etc.?

E aí? Como resolver? Afinal o panorama só tende a piorar, as pessoas se aposentam mais tarde, os jovens ingressam mais cedo e o mundo muda cada vez mais rápido.

Solução

Bom, a tarefa não é fácil, mas segundo especialistas em RH, coachs e demais profissionais que estudam o fenômeno há solução. Abaixo reproduzimos algumas das dicas que Bob Weinstein, da Troy Media dá aos gestores que precisam lidar diariamente com conflitos no escritório:

Entender os diferentes estilos de trabalho: A geração X não gosta de ser gerenciada nos mínimos detalhes, enquanto a geração Y preza por instruções específicas para realizar tarefas. Vale lembrar que, ainda que os mais antigos não apreciem ser monitorados, gostam de saber do processo, entender como tudo é realizado e fazer parte. A geração Y visa mais a estrutura e o resultado final do processo, mas quer tomar suas próprias decisões e fazer conforme entendem ser melhor para o processo. No caminho gostam de receber feedback. Segundo os consultores, portanto, os mais velhos desejam saber o “como”, enquanto os jovens querem saber o “porquê”.

Leve em conta os valores: Cada geração protege seus valores e os conflitos em decorrência disto podem ser uma ameaça a eles. A geração X, por exemplo, ainda no pensamento anti-guerra dos anos 70, valoriza, e muito, o espírito de equipe, cooperação e comprometimento, enquanto a geração Y prefere tomar uma decisão unilateral e agir, de forma isolada. Já a geração Z valoriza equipes abertas e honestas, que colaborem juntas – e gosta de ter muitas opções para escolher entre elas.

Compartilhe percepções: Quando funcionários de duas ou mais gerações estão envolvidos em um conflito no ambiente de trabalho, eles podem estabelecer um bom diálogo compartilhando suas opiniões. Os mais velhos podem sentir a falta de formalidade e o jeito, talvez, ofensivo dos Z, enquanto os jovens podem se sentir desrespeitados se os X não valorizam suas percepções e insights. É válido ter grupos distintos criando quadros com pontos de vista que mais valorizam. Funciona como um lembrete visual a todos e mostra, de maneira clara, a diferença entre as gerações, além de ser uma atividade divertida que não julga se são errados ou certos os valores de cada pessoa, apenas respeitando-os.

Valorize o melhor de cada geração: Você não pode mudar as experiências de vida das pessoas, mas pode trabalhar para que as atitudes no ambiente de trabalho e as expectativas delas sejam as melhores possíveis. Um X conhecedor do mercado, que é frustrado pela falta de experiência demonstrada por um Z pode, por meio de sua autoestima e bom senso, se tornar um mentor. “Pelo que tenho visto em minha experiência, relata, se você quer resolver problemas com uma solução criativa, vá em direção aos jovens. Estudos mostram que as pessoas imersas na tecnologia digital são 10% melhores na resolução de problemas do que seus parceiros mais velhos. Não acredite que as decisões e soluções possam vir apenas dos mais experientes. Os Y são a geração mais criativa que temos visto nos últimos tempos. Utilize as habilidades de cada geração da melhor forma possível!”

Busque pontos em comum: A geração Y tende a valorizar segurança e estabilidade mesmo que precisem mudar constantemente de emprego, já os X são mais resistentes a mudanças, mas ambos atribuem importância a treinamento e desenvolvimento. Tanto Y como Z depositam um grande valor na flexibilidade do ambiente de trabalho, além de prezarem o balanço entre vida pessoal e profissional. Os X e os Y se sentem mais confortáveis com a diversidade e estilos de vida alternativos. Descubra os pontos em comum e também as diferenças entre as gerações. Ajude-os a perceber, em equipe, como eles podem utilizar suas forças em conjunto. Traga até eles a consciência sobre o ciclo de gerações para que descubram onde se encaixam.

Aprenda com os demais: Cada geração possui lições valiosas para ensinar umas às outras. Os X têm a sabedoria, o conhecimento e os “truques” de que os jovens precisam. A geração Y é conhecida por sua lealdade e habilidade de mediação. Já a geração Z está mais antenada ao ambiente de trabalho do futuro, ao marketing e às tendências de mercado.

Fonte: Maximiliano Meyer (https://www.oficinadanet.com.br/post/13498-quais-as-diferencas-entre-as-geracoes-x-y-e-z-e-como-administrar-os-conflitos)

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Programa de Parceria entre Etec e Consinco inicia treinamento para o ingresso em ações de Capacitação do PISO

Saulo Sousa em palestra na Etec: parceria de sucesso

Saulo Sousa em palestra na Etec: parceria de sucesso

Teve início em fevereiro de 2017 o Programa de Parceria entre a Etec Antônio de Pádua Cardoso, de Batatais, SP, e a associada Consinco S/A, desenvolvedora de Sistemas de Gestão Corporativa para o ramo de atacadistas, distribuidoras e varejistas. A ação inclui treinamentos aos alunos e docentes, oferecendo à Etec, nesta primeira etapa, palestras gratuitas com conteúdos teóricos sobre negócio e ferramentas de software relacionados a seu ramo de atuação.

A Etec, por sua vez, oferecerá em seu curso Técnico de Informática o conteúdo técnico, alinhado às tecnologias em uso pela empresa (banco de dados e linguagem de programação) e às bases tecnológicas das disciplinas de Programação de Computadores e Desenvolvimento de Softwares. Na segunda etapa, ao final do semestre, os alunos apresentarão projetos de software, com base nos conteúdos aplicados, a uma banca de avaliação composta pelos docentes e gestores das áreas de Produtos e Tecnologia da Consinco, proporcionando aos autores dos projetos aprovados a oportunidade de ingressarem no Programa de Capacitação do PISO.

Pela Etec, os professores Alexandre Dutra de Oliveira e Luis Fernando da Silva serão os orientadores do projeto, juntamente com o coordenador do Curso Técnico em Informática Nelson Francisco Manfrin e Saulo de Souza, Consultor de Treinamentos da Consinco.

No ano de 2016, a Etec já havia participado de um projeto de seleção de alunos para um Programa de Capacitação do PISO, juntamente com outras Etecs e Fatecs da região de Ribeirão Preto.